Roda do Ano – Os 8 Festivais ou Celebrações Celtas e dos Duídas- As 8 faces da Deusa

Roda do Ano é o que simboliza a concepção de tempo dos chamados pagãos e principalmente a dos Celtas (festivais Druidas) e que era um tanto quanto diferente da atual. Eles não viam o tempo de forma linear, mas circular, cíclico. Seus calendários levavam em conta não só o ciclo solar, como é o nosso, mas também o ciclo lunar. Originários da tradição celta,ocorrem oito vezes ao ano, levando-se em conta a posição da Terra com relação ao Sol: Equinócios e Solstícios. Nessas ocasiões, são homenageadas duas divindades: a Deusa Mãe, ou simplesmente a “Deusa”, que simboliza a própria terra, e o Deus (companheiro e filho). Hoje são conhecidos como Sabbats e foram adotados e reeditados. Em algumas culturas ancestrais, é o deus O Gamo Rei, protetor dos animais, dos rebanhos e da vida selvagem. Já em outros ramos do Paganismo, outros Deuses são adorados, pois que nem todos tem essas duas únicas figuras centrais.

 

Pintura da Roda do Ano – os 8 festivais celtas no Museu de Bruxaria, Cornualha, Inglaterra, Reino Unido, exibindo todos os oito Sabás.

A Roda do Ano é a celebração de diversos festivais sazonais do ano, que são conhecidos como hoje como Sabás. Festeja-se as estações anuais e suas colheitas. Alguns grupos mais ecléticos, celebram um conjunto de oito períodos, enquanto em outros grupos, celebram somente quatro, porém Os quatro Sabás que são comuns a todos esses grupos são conhecidos como cross-quarter day, e geralmente são referidos como Grandes Sabás. Sua origem provém dos antigos celtas da Irlanda, e possivelmente de outras regiões da Europa ocidental. Nos livros The Witch-Cult in Western Europe (1921) e The God of the Witches (1933) da egiptologista Margaret Murray, interessada no histórico Culto Bruxo, ela afirma que estes quatro festivais de cristianização tinham sobrevivido e haviam sido celebrados na religião pagã de bruxaria. Consecutivamente, quando a Wicca começou a se desenvolver na década de 1930 e na década de 1960, muitos grupos, como o de Gerald Gardner, adotaram a comemoração desses quatro Sabás descritos por Murray. Gardner fez uso dos nomes em inglês desses feriados, dizendo que “os quatro grandes Sabás são o Candlemass, May Eve, Lammas, e o Halloween; os equinócios e solstícios também são celebrados.” Porém, estes festivais, em sua origem, tinham algumas diferenças do que se comemora hoje, principalmente o Samhain que se transformou em Halloween.

Os outros quatro festivais comemorados são conhecidos como Sabás Menores, que compreendem os solstícios e os equinócios, foram adotados somente em 1958 por membros do coven Bricket Wood, antes de influenciarem e serem adotados por outros membros da tradição de Gardner, e eventualmente a Tradição Alexandrina e o Dianismo. Os atuais nomes desses feriados foram retirados dos festivais do paganismo germânico e do politeísmo celta. No entanto, os festivais não são de reconstrução na natureza nem muitas vezes se assemelham a suas contrapartes históricas, em vez de exibir uma forma de universalismo. As observações dos rituais podem mostrar a influência cultural dos festivais a partir dos nomes que tomaram, bem como a influência de outras culturas independentes.

A Roda do Ano – Representada pelos Oito Sabás, tem por objetivo, sincronizar a nossa energia com as Estações do Ano, ou seja, com o ciclo de vida, os ciclos do Planeta Terra e o Universo. Ela descreve o Caminho do Sol durante o ano, representando as várias faces do Deus (da personalidade/ego/projeção do Eu verdadeiro) : – Seu nascimento, crescimento, união com a Deusa, e finalmente seu declínio e morte. Da mesma forma que o Sol nasce e se põe todos os dias, e da mesma forma que a Primavera faz a Terra renascer após o Inverno, o Deus nos ensina que a Morte é apenas um ponto no Ciclo Infinito de nossa evolução, para podermos renascer do Útero da Mãe.

Para algumas Tradições, o ano se inicia no Solstício de Inverno, ou o conhecido como Halloween ou Dia das Bruxas, mas seu nome tradicional é Samhain, que significa “Sem Sol”, referindo-se ao tempo de Inverno. Essa época também é correspondente ao Ano Novo Judaico.

Oito festivais

Sabá Hemisfério Norte Hemisfério Sul Associações
Samhain ou Halloween 31 de Outubro 30 de Abril, ou 1 de Maio Morte e ancestrais.
Yule  ou Yuletide 21 ou 22 de Dezembro 21 de Junho Solstício de Inverno .
Imbolc ou Candlemass 1º ou 2 de Fevereiro 1º de Agosto Primeiros sinais da primavera.
Ostara 21 ou 22 de Março 21 ou 22 de Setembro Equinócio  da primavera.
Beltaine ou May Eve 30 de Abril ou 1º de Maio 31 de outubro, 1 de Novembro Pleno florescimento da primavera. Contos de fada.
Litha 21 ou 22 de Junho 21 de Dezembro Solstício de Verão.
Lughnasadhaka ou Lammas (festa agrícola) 1º ou 2 de Agosto 1º ou 2 de Fevereiro A colheita de grãos.
Mabon ou Modron 21 ou 22 de Setembro 21 de Março Equinócio de outono. Colheira de frutas.

(obs: as datas mudam devido ao calendário que utilizamo não estar exatamente de acordo com o movimento do sol)

Samhain

31 de Outubro (Hemisfério Norte) e 1° de Maio (Hemisfério Sul).

Este Festival marca o ano novo celta, assim como o início de uma nova Roda do Ano. Samhain, o festival dos mortos, foi cristianizado como Halloween. Essa é uma época de meditação e reflexão, sobre os ciclos da natureza, da vida e da morte. Época de nos conectarmos com a energia dos nossos antepassados e de todos aqueles espíritos e seres que nos auxiliaram em nossa caminhada, pois é uma época em que, segundo a cultura pagã, o “véu entre os mundos” se torna mais tênue.

Samhaim (em irlandês Samhain, gaélico escocês Samhuinn, manês Sauin e em gaulês Samonios) era o festival em que se comemora a passagem do ano dos celtas. Marca o fim do ano velho e o começo do ano novo. O Samhain inicia o inverno, uma das duas estações do ano dos celtas. O início da outra estação, o verão, é celebrado no festival de Beltane. Este festival, Samhain, é chamado de Samonios na Gália. Segundo alguns autores, grande parte da tradição do Halloween, do Dia de Todos-os-Santos e do Dia dos fiéis defuntos pode ser associada ao Samhaim. O Samhaim era a época em que acreditava-se que as almas dos mortos retornavam a suas casas para visitar os familiares, para buscar alimento e se aquecerem no fogo da lareira. Alguns autores acham que não existe nenhuma evidência que relacione o Samahin com o culto dos mortos e que esta crença se popularizou no século XIX. Segundo o relato das antigas sagas o Samhain era a época em que as tribos pagavam tributo se tivessem sido conquistadas por outro povo. Era também a época em que o Sídhe deixava antever o outro mundo. O fé-fiada, o nevoeiro mágico que deixava as pessoas invisiveis, dispersava no Samhain e os elfos podiam ser vistos pelos humanos. A fronteira entre o Outro Mundo e o mundo real desaparecia. Uma das datas do calendário lunar celta de Coligny pode ser associada ao Samhain. No 17º dia do mês lunar Samon, a referência *trinox Samoni sindiu é interpretada como a data da celebração do Samhain entre os Gauleses.

A palavra Samhain significa fim de verão e deriva de duas palavras “samh”,verão, e “fuin”, fim.[4] O mês de Novembro é chamado em Irlandês de “Mí na Samhain”.

Hoje ainda é comemorado e sobreviveu à cristianização através do halloween, ou dia das bruxas, onde as crianças pedindo doces representam os sidhs que passavam do outro mundo para este nesta noite.

Os praticantes de diversas religiões inclusive neo pagãs celebram-no, como por exemplo o Druidismo. Ele é celebrado no dia 31 de Outubro no hemisfério norte e 30 de abril no hemisfério sul. Essa diferença existe porque as estações são invertidas de um hemisfério para o outro.

Esta era a celebração de “ano novo” dos Celtas e ainda hoje se encontra grupos que celebram e assim o consideram, como o fim do ano.

Esta ligado ao culto aos Ancestrais, tão importante na espiritualidade Celta, e aqui os mortos queridos, podem bailar conosco e dividir nossa ceia sagrada, pois é nesta noite que as cortinas do Outro Mundo estão abertas.

Os Celtas não acreditavam em demónios, mas determinadas entidades magicas eram consideradas hostis para os humanos, seus animais e colheitas. Deste modo muitas pessoas pregavam partidas aos seus vizinhos, como trocar os gados por figuras humanoides, para assustar, ao qual se tornou muito famosa a Jack o’Lantern ou a famosa abóbora iluminada de Halloween.

Semhain –  HN (31 de Outubro) – HS (01 de Maio) Este é o mais importante de todos os Festivais, pois dentro do Círculo, marca tanto o fim, como o início de um novo ano. Nessa noite, o véu entre o nosso mundo e o mundo dos mortos se torna mais tênue, sendo o tempo ideal para nos comunicarmos com os que já partiram. As(os) Bruxas(os) não fazem Rituais para receber mensagens dos mortos, e muito menos para incorporar Espíritos. O sentido do Halloween, é nos sintonizarmos com os que já partiram para lhes enviar mensagens de amor e harmonia. A noite de Semhain pronuncia-se (SOUEN) é uma noite de alegria e festa, pois marca o início de um novo período em nossas vidas, sendo comemorado com muito Ponche, bolos e doces. A cor do Sabá é negro, sendo o Altar adornado com maçã, símbolo da Vida Eterna. O vinho é substituído pela sidra ou pelo suco de maçã, deve-se fazer muitas brincadeiras com dança e música. Os nomes das pessoas que já se foram são queimados no Caldeirão, mas nunca com uma conotação de tristeza!

No Altar e nos Quadrantes não devem faltar as tradicionais Máscaras de Abóboras com velas dentro.

Antigamente as pessoas colocavam essas abóboras nas janelas para espantar os maus Espíritos e os Duendes que vagavam pelas noite de Semhain. Essa palavra, significa ‘Sem Luz”, pois nessa noite o Deus morreu e o mundo mergulha na escuridão. A Deusa vai ao Mundo das Sombras em busca de seu amado, que está esperando para nascer. Eles se amam, e, desse amor, a semente da Luz espera no Útero da Mãe, para renascer no próximo Solstício de Inverno como a Criança da Promessa.

Os celtas praticavam rituais de purificação, queimando simbolicamente, nas fogueiras ou no caldeirão, todas as suas frustrações e as ansiedades do ano anterior. Este festival é sinônimo de quietude, introspecção e renovação – representada pela união sagrada de Morrighan e Dagda.

Correspondências:

– Correlação: celebração do ano novo celta, final e começo de ciclo e dia dos mortos.
– Símbolos: cor preta e laranja, maçãs, romãs, abóbora, nozes e avelãs.
– Incensos: mirra, sálvia, carvalho ou cedro.
– Alimentos: sidra, vinho tinto, chá preto, pães e bolos de frutas.

Preparar o local onde será realizado o ritual. A música com inspiração celta é sempre bem-vinda. Coloque tudo que irá precisar por perto: três caldeirões, incensos, água, fósforos, álcool, oferendas, folhas secas, uma vela preta e uma vela laranja.

Faça um círculo de pedras ou “Cromlech”, representando o Bosque Sagrado ou um “Nemeton” (local sagrado). Defumar o local, circundando-o três vezes no sentido horário. Coloque os três caldeirões no centro do círculo de pedras.

No caldeirão da esquerda coloque água, no caldeirão do centro a vela preta e a laranja, no caldeirão da direita reserve para fazer a queima das folhas secas e dos papéis, nos quais serão escritos, antes do início do ritual, tudo aquilo que queremos renovar ou eliminar de nossas vidas.

Em seguida, no centro do Bosque Sagrado, cruze os céus com os dedos, dizendo:

“De Norte a Sul, de Leste a Oeste… Iniciamos nossa jornada, abençoados pelo Céu, a Terra e o Mar. O Céu que está acima de nós e representa a luz do Sol; a Terra que está abaixo de nós e representa as raízes no solo e o Mar que está no horizonte e representa tudo aquilo que está dentro de nós. Estamos reunidos para honrar os Deuses, os espíritos da natureza e recordar nossos antepassados, através do Festival de Samhain.”

Comece o ritual honrando a Mãe Terra, fazendo-lhe uma oferenda, que poderá ser um alimento, fruta, bebida, flores ou uma poesia.

(está data, na atualidade é conhecida como Halloween ou Dia das Bruxas, mas, na sua origem, há muitas diferenças)

Yule

21 de Dezembro (Hemisfério Norte) e 21 de Junho (Hemisfério Sul).

Yule é a época do Solstício de Inverno, quando a Criança do Sol renasce, a qual é uma imagem do retorno de toda nova vida através do amor dos Deuses. Os escandinavos tinham um Deus chamado Ullr, e dentro da Tradição Nórdica, Yule é considerado o Ano Novo. Nas demais tribos e povos da europa pré-cristã, o solstício de inverno era a mais antiga festa sazonal e dada sua importância foi sincretisado com as festividades do Natal Cristão.

Yule é uma celebração do Norte da Europa que existe deste dos tempos pré-Cristãos. Os pagãos Germânicos celebravam o Yule desde os finais de Dezembro até aos primeiros dias de Janeiro, abrangendo o Solstício de Inverno. Foi a primeira festa sazonal comemorada pelas tribos neolíticas do norte da Europa, e é até hoje considerado o inicio da roda do ano por muitas tradições Pagãs. Actualmente é um dos oito feriados solares ou Sabbatsdo Neopaganismo. No Neopaganismo moderno, o Yule é celebrado no Solstício de Inverno, por volta de dia 21 de Dezembro no hemisfério Norte e por volta do dia 21 de Junho no hemisfério Sul.

Yule – Solstício de Inverno – HN – (21 de Dezembro) – HS ( 21 de Junho) – É desta data antiga que se originou o Natal Cristão. Nessa época a Deusa dá à Luz o Deus, que é reverenciado como Criança Prometida. Em Yule é tempo de reencontrarmos nossas esperanças, pedindo para que os Deuses rejuvenesçam nossos corações e nos dêem forças para nos libertarmos das coisas antigas e desgastadas. É hora de descobrirmos a criança dentro de nós e renascermos com sua pureza e alegria. Coloque flores e frutos da época no Altar, Se quiser, pode fazer uma árvore enfeitada, pois essa é a antiga tradição Pagã, onde a árvore era sagrada e os meses do ano tinham nome das árvores. Como é a noite mais longa do ano, onde a Deusa é reverenciada como a Mãe da Criança Prometida ou do Deus Sol, que nasceu para trazer Luz ao Mundo. Da mesma forma, apesar de todas as dificuldades, devemos sempre confiar em nossa própria Luz Interior.

Assim como no solstício do verão, megálitos pré-célticos estão alinhados ao nascer do sol, como em Stonehenge, o mesmo acontece no inverno em Newgrange, na Irlanda.

Ornamente seu altar com folhas de figueira, azevinho ou carvalho, assim como o pinheiro que simboliza a renovação e o crescimento, além de elementos que lembrem o inverno. Acenda algumas velas, para simbolizar o Sol e elevar os ânimos. Honre a Mãe Terra e o renascimento do poder solar, como a esperança do retorno da luz.

Lenda e mitos: O Bom Velhinho Celta!

Do Rei do Inverno ao Papai Noel!

Algumas tribos celtas nutriam a crença de que no tempo do Festejo de Inverno surgia a exótica figura de um ser sobrenatural descrito como um homem de idade bem avançada, munido de um grande cajado de carvalho, expressando em seu rosto sempre um ar bonachão que vinha emoldurado com vasta barba e cabelos tão brancos como a neve que chegavam até o chão e confundiam-se com suas vestes com ares meio espectrais que tinha o poder mágico de entrar nas casas sem ser visto ou ouvido, onde chegava para dar presentes para as crianças.

Ledo engano se você pensou que estou falando no Papai Noel, não na verdade quem eu estou descrevendo é um personagem chamado pelos celtas como o “Rei do Inverno” que se fazia presente por ocasião da chegada do Inverno.

Em verdade não só os celtas, mas também outros povos contemporâneos a sua época celebravam aquilo que o Festejo de Inverno representava ritualisticamente a saber, a chegada do solstício de inverno no Hemisfério Norte. Deste modo, tinhamos além da céltica comemoração do Inverno, o ´´Natalis Solis Invicti´´ (Nascimento do Sol Invencível) dos mitraístas, a Saturnalia pelos romanos e assim por diante.

Correspondências:

– Correlação: natal cristão, renascimento do sol e a dança espiral da renovação.
– Símbolos: cor verde, vermelho e amarelo, pinhas, galhos e folhas verdes.
– Incensos: louro, carvalho ou alecrim.
– Alimentos: sidra, hidromel, vinho quente ou chá, sopa, pães e bolos.

Solstício de Inverno os poderes da noite e as energias da terra atingem seu ápice. As noites se tornam mais longas que o dia e o inverno, por fim, se estabelece.

Prepare o local onde será realizado o ritual, defumando-o. Coloque tudo que irá precisar por perto: três caldeirões, incensos, água, fósforos, uma vela amarela, uma maçã, vinho branco ou hidromel, pinhas, galhos e folhas verdes.

No centro do seu bosque sagrado coloque os três caldeirões. No caldeirão da esquerda coloque a água (Reino do Mar), no caldeirão do centro a vela amarela (Reino do Céu) e no caldeirão da direita coloque os galhos e as folhas verdes (Reino da Terra). Adorne todo o local com pinhas e elementos que lembrem o frio e o inverno.

Em seguida, no seu espaço sagrado, cruze os céus com os dedos, dizendo:

“De Norte a Sul, de Leste a Oeste… Iniciamos nossa jornada, abençoados pelo Céu, a Terra e o Mar. O Céu, que está no Sol, o Mar, que está na Lua e a Terra, que está sob nossos pés. Estamos reunidos hoje, para homenagearmos os Deuses e saudarmos o retorno do Sol, através do Solstício de Inverno.”

Comece o ritual honrando a Mãe Terra, fazendo-lhe uma oferenda, que poderá ser um alimento, fruta, bebida, flores ou uma poesia.

Imbolc

1º de Fevereiro (Hemisfério Norte) e 1º de Agosto (Hemisfério Sul).

Imbolc, também chamado Oilmec e Candlemas (“Candelária”), celebra o despertar da terra e o crescente poder do Sol. A Deusa é venerada em seu aspecto de Virgem da Luz e seu altar é decorado com galanto, que anuncia a primavera. É a festa da lactação, da bênção aos recém-nascidos, pois a Deusa amamenta o Deus renascido na forma de seu filho.

Hemisfério Norte: 2 de Fevereiro
Hemisfério Sul: 1 de Agosto

Também conhecido como Imbolc, Oimelc e Dia da Senhora, Candlemas é o Festival do Fogo que celebra a chegada da Primavera. O aspecto invocado da Deusa nesse Sabbat é o de Brígida, a deusa celta do fogo, da sabedoria, da poesia e das fontes sagradas. Ela também é deidade associada à profecia, à divinação e à cura.

Esse Sabbat representa também os novos começos e o crescimento individual, sendo o “afastamento do antigo” simbolizado pela varredura do círculo com uma vassoura, ou vassoura da bruxa, tradicionalmente realizado pela Alta Sacerdotiza do Coven, que usa uma brilhante coroa de 13 velas no topo de sua cabeça.

Na Europa, o Sabbat Candlemas era celebrado nos tempos antigos com uma procissão à luz de archotes para purificar e fertilizar os campos antes da estação do plantio das sementes e para glorificar as várias deidades e os espíritos associados a esse aspecto, agradecendo-lhes.

A versão cristianizada da procissão de Candlemas honra a Virgem Maria e, no México, ela corresponde ao Ano Novo Asteca.

Incensos: manjericão, mirra e glicínia. Cores das velas: marrom, rosa, vermelha. Pedras preciosas sagradas: ametista, granada, ônix, turquesa. Ervas ritualísticas tradicionais: angélica, manjericão, louro, benjoim, quelidônia, urze, mirra e todas as flores amarelas.

Imbolc ou Oilmec (ou Lunasa) É o festival em homenagem à deusa Brigida (Briga, Brigidh e suas variações). É quando a terra está se recuperando do inverno, e o Sol se fortalecendo para a primavera. Época de festas alegres, tochas e fogueias, comidas condimentadas e sucos e vinhos de sabores marcantes. É comemorado tradicionalmente no dia 2 de fevereiro, no Hemisfério Norte, e 1º de agosto, no Hemisfério Sul. É também chamado de Festival da Noiva, é a época de início do processo de aragem da terra e do plantio.

Candlemas – Festa do Fogo ou Noite de Brigit – HN – (02 de Fevereiro) – HS (01 de Agosto) – Este Sabá é dedicado à Deusa Brigit, Senhora da poesia, da Inspiração, da Cura, da Escrita, da Metalurgia, das Artes Marciais, e do Fogo. Nessa noite, as(os) Bruxas(os) colocam velas cor de laranja ao redor do Círculo, e uma vela acesa dentro do Caldeirão. Se o Ritual é feito ao ar livre, pode-se fazer tochas e girar ao redor do Círculo com elas. A Bruxa mais jovem da Assembléia pode representar Brigit, entrando por último no Círculo, para acender, com sua tocha, a vela do Caldeirão, ou a Fogueira, se o Ritual for ao Ar Livre, que representaria a Inspiração, sendo trazida para o Círculo pela Deusa.

Os membros do Coven devem fazer poesias, ou cantar em homenagem à Deusa Brigit. Pedidos, agradecimentos ou poesias, devem ser queimados na Fogueira ou no Caldeirão, em oferenda, no fim do Ritual. O Deus está crescendo e se tornando mais forte para trazer Luz de volta ao Mundo. É hora de pedirmos proteção para todos os jovens, em especial para os de nossa família e os do Coven. Devemos mentalizar que o Deus está conservando sempre viva dentro de nós a chama da saúde, de coragem, da ousadia e da juventude. o Altar deve ser enfeitado com flores amarelas, alaranjadas ou vermelhas. A consagração deve ser feita pelos membros mais jovens do Coven.

Correspondências:

– Correlação: primeiros sinais da primavera, festival das luzes e de Santa Brígida.
– Símbolos: cor branca, amarelo e azul, flores frescas, leite e caldeirão com água.
– Incensos: sândalo, cravo ou canela.
– Alimentos: leite, cerveja, chás, pães e comidas à base de leite.

Na véspera, prepare uma “Cruz de Brighid” e faça uma boa limpeza na sua casa, tanto física como espiritual, assim como no local onde será realizado o ritual. No dia seguinte coloque tudo que irá precisar por perto: três caldeirões, incensos, água, fósforos, uma vela branca, uma maçã, uma taça com leite e flores brancas.

Coloque os três caldeirões no centro do seu bosque sagrado. No caldeirão da esquerda coloque a água representando o Reino do Mar, no caldeirão do centro a vela branca representando o Reino do Céu e no caldeirão da direita coloque as flores brancas representando o Reino da Terra.

Defume o bosque sagrado e coloque-se em contato com os três reinos, dizendo:

“De Norte a Sul, de Leste a Oeste… Iniciamos a jornada, abençoados pelo Céu, a Terra e o Mar. O Céu infinito que brilha sobre nós, o Mar eterno que nos rodeia e a Terra sagrada que sempre nos apóia. Estamos reunidos hoje para homenagearmos Brighid, a Senhora do Fogo, celebrando um novo tempo em nossas vidas, através do Festival de Imbolc.”

Comece o ritual honrando a Mãe Terra, fazendo-lhe uma oferenda, que poderá ser um alimento, fruta, bebida, flores ou uma poesia.

Ostara

21 de Março (Hemisfério Norte) e 21 de Setembro (Hemisfério Sul).

Agora noite e dia são iguais. Em Ostara o Sol aumenta em poder e a terra começa a florescer. Na época do equinócio de primavera, os poderes da fase de armazenamento do ano são iguais aos da escuridão do inverno e da morte. Para muitos pagãos, o jovem Deus, com seu chamado de caça, mostra o caminho com dança e celebração. Outros dedicam essa época do ano a Eostre, a Deusa anglo-saxã da fertilidade.

Ostara está relacionada com festividades que se celebram durante o equinócio de primavera. A moderna celebração tem forte relação com outras celebrações ancestrais.

Ostara é o primeiro dia da Primavera, ocorre cerca de 21 de Setembro no hemisfério Sul e 21 de Março no hemisfério Norte. O inicio da primavera marca também a volta do Sol e uma época do ano em que dia e noite tem a mesma duração depois do inverno. É o despertar da Terra com sentimentos de equilíbrio e renovação. Ostara, também conhecida como Eostre (Deusa Anglo-Saxã, que significa Deusa da Aurora – ver link aqui) ou Easter (Pascoa, em inglês), pois a páscoa no hemisfério norte é realizado nesta época, são deusas da primavera, da ressurreição e renascimento e tem como símbolo o coelho. Uma das principais tradições desse festival é a decoração de ovos. O ovo representa a fertilidade da Deusa e do Deus. Outra tradição muito antiga é a de esconder os ovos e depois achá-los. (Talvez veio daí o costume dos Norte-americanos de esconderem os ovos de chocolate no dia da Páscoa para que as crianças os achem.)  É época de começar a plantar, época do amor, de promessas e de decisões, pois a Terra e a natureza despertam para uma nova vida.

Equinócio de Primavera – Ostara – HN – (21 de Março) – HS (21 de Setembro) – Ostara é o Festival em homenagem à Deusa Oster, Senhora da Fertilidade, cujo símbolo é o Coelho. Foi desse antigo Festival que teve origem a Páscoa. Os membros do Coven, usam grinaldas, e o Altar deve ser enfeitado com as flores da Época. É um costume muito antigo colocar ovos pintados no Altar. Eles simbolizam a facundidade e a renovação. Os ovos podem ser pintados crus e depois enterrados, ou cozidos e comidos enquanto mentalizamos nossos desejos. Nesse caso utilize tintas não tóxicas, pois podem provocar problemas de saúde se ingeridas. Use anilinas para bolo, ou cozinhe os ovos com casca de cebolas na água, que dará uma cor dourada.

Antes de comê-los, os membros do Coven devem girar de mãos dadas em volta do Altar, para energizar seus pedidos. Os ovos devem ser decorados com símbolos mágicos, de acordo com sua criatividade. Os pedidos devem ser voltados à “Fertilidade”, em todas as áreas.

Nessa época costuma-se abençoar a terra, colocando-se ovos pintados no altar, simbolizando a fecundidade dos sonhos e o renascer das esperanças. Os ovos podem ser pintados crus ou cozidos, com símbolos celtas e depois enterrados ou comidos, enquanto mentalizamos nossos pedidos e desejos.

Fase ideal para harmonizarmos-nos interiormente no amor, na profissão ou em todas as áreas da vida. Aproveite para meditar próximo aos campos verdes. Que assim seja!

Lenda e mitos: A Festa de Bricriu

Correspondências:

– Correlação: tempo de floração e celebração da páscoa cristã.
– Símbolos: cor branca e verde, ovos pintados e flores coloridas.
– Incensos: cravo, jasmim ou flor do campo.
– Alimentos: vinho branco, chá de flores, bolos, doces e frutas.

Este festival, no País de Gales, é conhecido como Alban Eilir ou a Luz da Terra, uma época de transição e de transformações. Este é o momento da regeneração das energias com a bênção dos campos e das sementes, onde o dia e a noite se tornam iguais, portanto, uma data de maior equilíbrio e reflexão interior.

As festividades deste dia vão desde a conscientização da preservação do meio ambiente, aos símbolos de lebres, ovos e flores especiais para ocasião.

Coloque tudo que irá precisar por perto: três caldeirões, incensos, água, fósforos, uma vela verde, uma maçã, vinho branco, ovos cozidos e pintados. Como de costume, prepare o local onde será realizado o ritual, defumando-o.

Os ovos pintados no Equinócio da Primavera são sinônimos de fertilidade, proteção e boa sorte, pois essa é a época ideal para cultivarmos novas sementes, ou seja, novas metas, sonhos e objetivos. Cozinhe os ovos e pinte-os com símbolos celtas, projetando neles seus sonhos e desejos.

No centro do seu bosque sagrado coloque os três caldeirões. No caldeirão da esquerda coloque a água (Reino do Mar), no caldeirão do centro a vela verde (Reino do Céu) e no caldeirão da direita coloque os ovos pintados (Reino da Terra). Adorne todo o local com flores coloridas, folhas verdes e elementos que lembrem a primavera.

Em seguida, no seu espaço sagrado, cruze os céus com os dedos, dizendo: “De Norte a Sul, de Leste a Oeste… Iniciamos nossa jornada, abençoados pelo Céu, a Terra e o Mar. O Céu, que se estende acima de nós, o Mar que nos rodeia e a Terra que se estende sob nossos pés. Estamos reunidos hoje, para homenagearmos os Deuses e saudarmos o Equinócio da Primavera.”

Comece o ritual honrando a Mãe Terra, fazendo-lhe uma oferenda, que poderá ser um alimento, fruta, bebida, flores ou uma poesia.

Beltane

1 de Maio (Hemisfério Norte) e 31 de Outubro (Hemisfério Sul).

Os poderes da luz e da nova vida agora dançam e movem-se através de toda a criação. A Roda continua a girar. A primavera dá lugar à primeira floração plena do Verão e os Pagãos celebram Beltane com a dança da fita, simbolizando o Sagrado Casamento entre Deusa e Deus.

BeltaneBeltain ou Bealtaine é um festival celta, ainda comemorada nos dias atuais, reconhecido nas comemorações da Festa daPrimavera, mas que originalmente marcava o verão. Devemos, entretanto, deixar claro que há uma grande discrepância entre as comemorações contemporâneas (que primam a sensualidade humana) e a comemoração em tempos remotos (que tinham um enfoque maior na fertilidade da Terra).[1] O Beltane é o mais alegre dos Festivais Celtas, onde os participantes dançam, e se alegram nas voltas da fogueira.[2]

Oposto ao festival Samhain, o Beltane é um festival da fertilidade, simbolizando a união entre as energias masculina e feminina, a fertlidade da Terra e os fogos do Deus Celta Bellenos, e toda sua energia e luz.[3][4]

Durante o Festival, eram acesas fogueiras nos topos dos montes e lugares considerados sagrados, sendo um ritual importante nas terras Celtas. E como tradição, as pessoas queimavam oferendas como, por exemplo, totens para que o poder do fogo fosse passado ao rebanho e, pulavam as fogueiras para que se enchessem das mesmas energias poderosas.

Representa o início do Verão e marca a morte do Inverno, sendo comemorado com danças e banquetes.

Ocorre em 1 de maio no Hemisfério Norte e 1 de novembro no Hemisfério Sul.

Na obra ” As Brumas de Avalon” de Marion Zimmer Bradley,é relatada a festividade, mas deve se lembrar que em épocas remotas a sexualidade dispunha de um lugar de destaque e nada pudorado, pois como mencionam-se em muitos textos, é a celebração da Fertilidade.

A Fertilidade nesta celebração consta como o desabrochar da Primavera, com o abrir das flores, as sementes e a vida da prole considerada no Reino Animal. Uma Festa que deve ser regada de muita alegria, com danças, coroas de flores e um banquete que valoriza os alimentos da época e principalmente a fogueira, ou algo representando o fogo. Para que possamos deixar que este elemento livre-nos das doenças e que reinicie a vida, na forma primordial, simples e pura.

Muitos grupos que seguem a espiritualidade céltica ainda celebram este Festival, assim como o outro.

Beltane – A fogueira de Balenos – Festa da Primavera – HN (01 de Maio) – HS – (31 de Outubro) – Beltane é o mais alegre e festivo de todos os Sabás. O Deus, que agora é um jovem no auge de sua fertilidade, se apaixona pela Deusa, que em Beltane, se apresenta como a Virgem e é chamada “Rainha de Maio”. Em Beltane, se comemora esse amor que deu origem à todas as coisas do Universo. Beleno, é a face radiante do Sol, que voltou ao mundo na primavera. Em Beltane, se acendem duas Fogueiras, pois é costume, passar entre elas, para se livrar de todas as doenças e energias negativas. Nos tempos antigos, costumava-se passar o gado e os animais domésticos entre as Fogueiras com a mesma finalidade. Dai, veio o costume de “Pular a Fogueira”, nas festa Juninas. Se não houver espaço, duas Tochas ou mesmo duas Velas podem ter a mesma função. Deve-se ter o maior cuidado para evitar acidentes! Uma das mais belas tradições de Beltane é o MAYPOLE, ou MASTRO DE FITAS. Trata-se de um mastro enfeitado com fitas coloridas. Durante o Ritual, cada membro escolhe uma fita de sua cor preferida ou ligada a um desejo. Todos devem girar trançando as fitas, como se estivessem tecendo seu próprio destino, colocando-nos sob a proteção dos Deuses.

as grandes fogueiras marcam também um tempo de purificação e de transição, anunciando a esperança de boas colheitas e as bênçãos da criação em nossas vidas. Um costume típico de Beltane é passar por entre duas fogueiras, o fogo pode ser representado por velas ou tochas. Os celtas continentais celebravam em honra à Belenos, nessa epóca do ano.

Esté é um ritual muito alegre, comemorado com danças e músicas!

Essa é uma época excelente para se fazer encantamentos de cura, amor e prosperidade, além de colher o orvalho no amanhacer de Beltane para lavar o rosto e, com isso receber, suas bênçãos de beleza e juventude.

Lenda e mitos: Belenos e Beltane

Correspondências:

– Correlação: festival da fertilidade, da purificação e da renovação através do fogo.
– Símbolos: cor vermelha e branca, flores vermelhas, folhas verdes e guirlandas coloridas.
– Incensos: patchouli, almíscar ou rosas.
– Alimentos: vinho tinto, sidra ou suco, bolo de mel, pães e frutas vermelhas.

Coloque dois castiçais com as velas brancas, na entrada do seu Bosque Sagrado direcionado para o Oeste, simbolizando a passagem do Outro Mundo e que serão acesas no final do ritual para representar as duas fogueiras de Beltane. Adorne todo o local com pétalas de rosas brancas e vermelhas.

No centro do Bosque Sagrado coloque os três caldeirões. No caldeirão da esquerda coloque a água e o galho de alecrim (Reino do Mar), a vela branca no caldeirão do centro (Reino do Céu) e as nove madeiras sagradas no caldeirão da direita (Reino da Terra). Defume o local, circundando-o três vezes no sentido horário.

Litha

21 de Junho (Hemisfério Norte) e 21 de Dezembro (Hemisfério Sul).

Litha ou Solstício de Verão. O Deus em seu aspecto de luz está no auge de seu poder e é coroado como o Senhor da Luz. É uma época de fartura e celebração.

Litha marca o primeiro dia do verão e se situa entre Erelitha e Afterlitha no calendário germânico antigo e um dos oito sabás neopagães. O termo é usado especialmente no calendário Asatru.

Ocorre no Hemisfério Sul em 21 de Dezembro e 21 de junho no hemisfério norte.

È o momento quem que o poder do Sol chega ao seu ápice e as flores, folhagens e gramados encontram-se lindos e abundantemente floridos e verdes. Muitos dos círculos de pedra, como o Stonehenge, e dos monumentos pré-célticos estão alinhados com o nascer do Sol.

Após a união da Deusa e do Deus em Beltane, O Deus está adulto, um homem formado, e tornou pai – dos grãos. Em sua plenitude, ele traz o calor do verão e a promessa total de fertilização com o sucesso do enlace feita com a Deusa. Sendo o auge do Deus, também prenuncia o seu declínio, nesse momento o Deus, após cumprir a sua função de fertilizador, dá seu último beijo em sua amada e caminha ao país do Verão (Outro Mundo), utilizando o Barco da Morte para morrer em Samhain. Em algumas tradições festeja-se a despedida do reinado do Deus do Carvalho (Senhor do Ano Crescente) e o início do reinado do Deus do Azevinho (Senhor do Ano Decrescente) que durará até Yule. Este é o único Sabá em que às vezes se fazem feitiços, pois acredita-se que seu poder mágico é muito grande.

Costumes de Litha

Há uma infinidade de lendas e ritos que envolvem a noite do Solstício de Verão: Um dos costumes mais populares na Europa e Norte da África é a colheita de ervas medicinais e mágicas nesse dia. Acredita-se que a plenitude da força do deus está impregnada nessas ervas e contém todo o poder sanador e mágico para a cura de doenças. O visco e o basílico, como outras muitas ervas, são colhidos ritualisticamente e usados para preservar a energia nos tempos frios em encantamentos e sortilégios.

Banhos purificadores e curas milagrosas são realizados nas noites mágicas em fontes, rios e cachoeiras. Acredita-se também que tudo aquilo que for sonhado, desejado ou pedido na noite de Litha se tornará realidade.

Os antigos Povos da Europa acreditam que, nessa noite, criaturas mágicas andam correndo pelos campos e florestas e poderiam facilmente ser vistos e contatados.

Nesse dia os amuletos do ano anterior são queimados e novos talismãs de proteção, poções para sonhos proféticos e filtros são feitos para aproveitar o grande momento de poder.

É costume dar continuidade a grande fogueira de Beltane, como também pula-la para se livrar dos infortúnios e da negatividade. Tradicionalmente essa fogueira é acesa com gravetos de abeto e carvalho, duas árvores consideradas Datas e festivais relacionados

  • Solstício de Verão.
  • Coamhaim.
  • Feil Seathlain.
  • La festa Dell´Estate.

Litha – Solstício de Verão – HN (21 de Junho) – HS (21 de Dezembro) – Nesse dia o Sol atingiu sua plenitude. É o dia mais longo do ano. O Deus chega ao ponto máximo de seu poder. Este é o único Sabá em que às vezes se fazem Feitiços, pois seu poder de magia é muito grande. É hora de pedirmos coragem, energia e saúde. Mas não devemos nos esquecer que, embora o Deus esteja em sua plenitude, é nessa hora que ele começa declinar. Logo Ele dará o último beijo em sua amada, a Deusa, e partirá no Barco da Morte, em busca da Terra do Verão. Da mesma forma, devemos ser humildes para não ficarmos cegos com o brilho do sucesso e do Poder. Tudo no Universo é cíclico, devemos não só nos ligarmos à plenitude, mas também aceitar o declínio e a Morte. Nesse dia, costuma-se fazer um Círculo de pedras ou de velas vermelhas. Queimam-se flores vermelhas ou Ervas Solares ( como a Camomila) juntamente com os pedidos no Caldeirão.

Nesta época o carvalho era especialmente honrado através do corte sacrificial do visco sagrado pelos antigos druidas. Muitos círculos de pedras e megálitos pré-célticos estão alinhados com o nascer do sol nesse dia, incluindo Stonehenge. Na Ilha de Mann é costume no Solstício de Verão, o povo ir ao topo da colina mais alta pagar o aluguel da sua ilha, ofertando um tributo em homenagem à Manannán Mac Lir, o Senhor do portal entre os mundos.

Aproveite esse ritual para fazer oferendas e comunicar-se com o “Povo das Fadas”, pedindo-lhes conhecimento, inspiração e sabedoria. Enfeite seu altar com girassóis, frutas frescas e ervas secas como: lavanda, camomila, verbena ou qualquer erva específica do meio de verão.

Procure sentir toda a energia elemental da natureza fluindo através do seu corpo. Este festival é propício para renovar todas as vibrações tanto da casa, como das pessoas. Além de ser um momento ideal para ativar a prosperidade, a prática de jogos recreativos e piqueniques em família.

Período de materialização de todas as nossas esperanças, onde projetos, sonhos e desejos lançados na época do plantio, começam a dar seus frutos, conforme o despertar da conciência, tornando-se realidade. Celebre e agradeça aos Deuses por mais este ciclo de expansão. Que assim seja!

Lenda e mitos: Oisín e Niamh na Terra da Juventude

Correspondências:

– Correlação: festas juninas, o midsummer, a noite das fadas e da magia.
– Símbolos: cor amarela e laranja, flores de girassol e símbolos solares.
– Incensos: alecrim, louro ou canela.
– Alimentos: vinho tinto, sucos cítricos, pães, frutas e hidromel.

Coloque tudo que irá precisar por perto: três caldeirões, incensos, água, fósforos, uma vela amarela, uma maçã, um feixe de canela em pau amarrado com uma fita amarela, vinho tinto e símbolos solares como, por exemplo, flores de girassóis. Como de costume, prepare todo o local onde será realizado o ritual, defumando-o.

Coloque os três caldeirões no centro do seu Bosque Sagrado. No caldeirão da esquerda coloque a água representando o Reino do Mar; no caldeirão do centro a vela amarela, representando o Reino do Céu e no caldeirão da direita as flores de girassóis representando o Reino da Terra.

Lammas

1º de Agosto (Hemisfério Norte) e 2 de Fevereiro (Hemisfério Sul).

Lammas, também chamado Lughnasadh, é o tempo da colheita do trigo, quando os Pagãos colhem o que plantaram, quando celebram os frutos do mistério da Natureza. Em Lammas, os Pagãos dão graças pela generosidade da Deusa em seu aspecto de Rainha da Terra.

Lughnasadh é também conhecido como Lammas (Lê-se “lamas”) ou Festival da Primeira Colheita. Dia sagrado no paganismo, tendo origem principalmente Celta. Celebrado no dia 2 de Fevereiro no hemisfério Sul e no dia 1º de Agosto no hemisfério Norte.

  • Lughnasad= pronuncia-se Lunasá.
  • Lammas= pronuncia-se Lamas.

É importante lembrar que os Sabás não são originários da Wicca. São comemorações muitos mais antigas do que essa religião que apareceu por meados da década de 50, que agregou essas, e outras características a sua doutrina.

Esse sabá, que ocorre entre o Solstício de Verão (Litha) e o Equinócio de Outono (Mabon), festa da primeira colheita, uma época de agradecimento aos Deuses por tudo o que colhemos. Agradece-se ao que foi bom e também ao que pareceu ruim, pois crê-se que tudo o que acontece na vida faz parte no caminho evolutivo de cada um.

O nome Lughnasadh veio duma festa agrícola típica dos Céltico. Uma festa da colheita em honra ao deus céltico do Sol: Lugh (o maior guerreiro dentre os celtas, pois derrotou os gigantes que exigiam sacrifícios humanos).

Já o nome Lammas significa “Missão do Pão (loaf Mass)”, que representa o alimento (geralmente pão ou bolo ou qualquer outra massa) feito com os grãos, que representam a colheita, e repartido (como alimento sagrado) entre os membros do coven ou da família ou mesmo entre amigos. Este nome vem do costume medieval de levar os primeiros pães (bolos, etc) para uma celebração.

Costumes e Tradições

Além da tradicional “Massa de Lugh”, segundo a tradição, nessa época são feitos bonecos de palha (de milho ou trigo) representando os Deuses, chamados de Senhor e Senhora do Milho. Esses bonecos são tidos como amuletos de proteção durante todo o ano, até o próximo Lammas, onde são queimadas na fogueira ou no caldeirão.

Na fogueira, os bonecos de milho do ano passado, juntamente com papéis contendo agradecimentos aos Deuses, são queimados; isso ocorre como uma maneira de lembrar que devemos queimar (transformar) o passado e utilizá-lo como combustível para o nosso futuro.

As noites já começaram a ficar mais longas, desde o Solstício de Verão; aproximando-se a época da partida do Deus para a Terra do Verão, deixando a sua própria semente no ventre da Deusa, de onde renascerá (mantendo o eterno ciclo do nascer-morrer-renascer).

Deuses geralmente representados:  Lugh, Baco, Apolo, Rá, Ceres, Deméter, Mani, Urihi, Kupeirup, Iaçá, Danu, Gaia, Pele, Brigid, Uzume, e os demais deuses e deusas da colheita, fartura e proteção.

Toque Brasileiro

Grande parte dos grupos  brasileiros que comemoram a Roda do Ano, os 8 festivais,  prefere utilizar simbolismos mais próximos à cultura do Brasil, principalmente os simbolismos da cultura indígena (que são considerados os mais ‘originais’ dos brasileiros).

Nesse período da Roda do ano ou sabá, podemos citar a Deusa indígena Mani. Segundo a lenda, a filha do chefe de uma tribo apareceu grávida, porém ela jurava não ter se deitado com homem algum. O pai, seguindo a tradição, mata-la-ia; entretanto, na noite anterior ao ato, um espírito dos Antigos Anciãos da sua tribo veio-lhe em sonho e disse-lhe que a criança possuiria uma grande magia e que não deveria ser morta.

Quando a criança nasceu, sua pele era tão branca que mais parecia a própria lua a brilhar. Já nasceu sabendo falar, no segundo dia de vida, aprendeu a andar. Após um ano, aconselhando a tribo com as sábias palavras de uma Deusa, Mani morreu. Segundo a tradição, foi enterrada na oca de sua mãe, que a regava todos os dias.

Dentro de algum tempo, uma planta nasceu naquele lugar, uma planta cujas raízes escuras eram tão grandes que chegaram a sair do chão. Entretanto, o interior da raiz era tão branco quanto a alva pele de Mani; assim a planta ficou conhecida como Mandioca, que quer dizer, a Oca (casa) de Mani.

Por isso, em honra a Deusa Mani, também é muito comum no Brasil a valorização da mandioca e de outras plantas típicas no ritual de Lughnasad: a Festa da Colheita.

Lammas – Lughnasad ou Festa da Colheita – HN (01 de Agosto) – HS (02 de Fevereiro) – Lughnasad era tipicamente uma festa agrícola, onde se agradecia pela primeira colheita do ano. Lugh é o Deus Sol, na Mitologia Celta, ele é o maior dos guerreiros, que derrotou os Gigantes, que exigiam Sacrifícios Humanos do povo. A tradição pede que sejam feitos bonecos com espigas de milho ou ramos de trigo representando os Deuses, que nesse festival são chamados de Senhor e Senhora do Milho. Nessa data deve-se agradecer à tudo o que colhemos durante o ano, sejam coisas boas ou más, pois até mesmo os problemas são veículos para a nossa evolução. O outro nome do Sabá é Lammas, que significa “A Massa de Lugh”. Isso se deve ao costume de se colher os primeiros grãos e fazer um pão comunitário, que deve ser consagrado junto com o vinho e repartido dentro do Círculo. O primeiro gole de vinho e o primeiro pedaço de pão devem ser jogados dentro do Caldeirão, para serem queimados junto com os papéis, onde são escritos os agradecimentos, e grãos de cereais. O Boneco representando o Deus do Milho, também é queimado, para nos lembrar de que devemos nos livrar de tudo o que é antigo e desgastado, para que possamos colher uma nova vida.

O Altar é enfeitado com sementes, ramos de Trigo, espigas de Milho e Frutas da época.

Lughnasadh literalmente significa “Jogos de Lugh”, isso se deve ao antigo costume celta de promover encontros tribais, feiras e competições esportivas, denominado “Oenach”, quando os clãs se reuniam em paz, para honrar a soberania da terra e resolver questões jurídicas. Neste ritual, o primeiro gole de vinho e o primeiro pedaço de pão devem ser jogados dentro do caldeirão, juntamente com papéis, onde serão escritos seus agradecimentos.

Durante este festival honramos, também, a mãe adotiva de Lugh, Taltiu, que morreu depois do grande esforço que fez para limpar a planície central da Irlanda, preparando a terra para o cultivo, metáfora ao sacrifício que a Mãe Terra faz todos os anos, para que o ciclo da colheita se perpetue.

Amuletos e talismãs antigos deverão ser queimados neste ritual, simbolicamente, nos livramos de tudo aquilo que está velho e desgastado, pois a vida se torna morte e a morte se torna vida, o ciclo da criação.

Mesmo não plantando e nem colhendo mais o nosso alimento, lembre-se que tudo foi semeado e produzido nos campos e na terra. Então, agradeça sempre aos Deuses pela fartura e abundância de nossas vidas. Neste festival, enfeite seu altar com sementes, ramos de trigo, espigas de milho e frutas da época.

Lenda e mitos: Lugh, o brilhante!

Correspondências:

– Correlação: o ciclo das colheitas e dia de ação de graças cristão.
– Símbolos: cor vermelho, amarelo e laranja, pães de cereais e lança de metal.
– Incensos: camomila, sândalo ou alecrim.
– Alimentos: vinho tinto ou suco de frutas, cerveja, pães, bolos e milho. Obs: o milho é um alimento característico das Américas que, historicamente, não foi utilizado pelos celtas.

Arrume o local onde será realizado o ritual com espigas de milho e frutas da época. Você irá precisar também de três caldeirões, incensos, água, fósforos, uma vela vermelha, uma maçã, vinho tinto ou suco de frutas, grãos de milho ou sementes variadas, pão de cereais, feixe de trigo amarrado com uma fita vermelha e uma lança simbólica (uma pequena lança com ponta de metal). Lembrando que o milho é um alimento característico das Américas e, historicamente, não foi utilizado na época dos celtas.

Coloque os três caldeirões no centro do seu Bosque Sagrado. No caldeirão da esquerda coloque a água representando o Reino do Mar; no caldeirão do centro a vela vermelha, representando o Reino do Céu e no caldeirão da direita os grãos de milho representando o Reino da Terra. Faça a defumação, como de costume, circundando todo o ambiente, três vezes no sentido horário.

A seguir, entre em contato com os Três Reinos Celtas, dizendo:

“De Norte a Sul, de Leste a Oeste, iniciamos a jornada, abençoados pelo Céu, a Terra e o Mar. O Céu que está acima de nós, a chama da criação e a luz da inspiração. O Mar que está em torno de nós, a água sagrada que purifica o corpo e a alma. E a Terra que está sob nossos pés, a Árvore da Vida que nos sustenta entre os mundos. Celebramos as bênçãos da colheita através do Festival de Lughnasadh.”

Iniciamos o ritual honrando a Mãe Terra, fazendo-lhe uma oferenda, que poderá ser um alimento, fruta, bebida, flores ou uma poesia.

Mabon

21 de Setembro (Hemisfério Norte) e 21 de Março (Hemisfério Sul).

Em Mabon o equinócio de outono dia e noite tornam-se iguais. À medida que as sombras aumentam, os Pagãos vêem as faces mais sombrias de Deus e Deusa. Para muitos, esse rito honra a velhice e a aproximação do inverno.

Mabon (pronuncia-se Mêibon) é também conhecido como Equinócio de Outono ou Lar da Colheita ou Festival da Segunda Colheita. Celebrado no dia do equinócio de outono, que corresponde a aproximadamente dia 20 de março no hemisfério Sul e no dia 22 de setembro no hemisfério Norte (as datas dos equinócios podem apresentar uma variação de até 3 dias de acordo com o ano).

Esse sabbat (Sabá no Brasil), que ocorre entre o Primeiro festival da colheita (Lughnasadh) e o Ano novo pagão (Samhain), marca o início do outono, dia santo pagão de descanso da colheita e comemoração, uma época de agradecimento aos Deuses por tudo o que foi colhido e caçado. É uma época de equilíbrio, onde o dia e a noite têm a mesma duração.

Este é o dia de ação de graças do paganismo. Data onde os pagãos honram o Deus em seu aspecto de semente e a Grande Mãe em seu aspecto de Provedora.

O nome Mabon veio de um deus Celtas (também conhecido como Angus), o Deus do Amor. Esta é a ocasião ideal para pedirmos por todos aqueles que amamos, além de todos os que estão doentes ou velhos.

Costumes e tradições

É tradição reunir os amigos para um jantar, a fim de celebrar a fartura e comemorar as conquistas.

Também é costume retirar um tempo para dar uma atenção à sua casa, como consertar objetos estragados, restabelecer os estoques ou simplesmente fazer uma faxina. É comum em algumas tradições realizar uma bênção na casa no dia de Mabon.

As noites já começaram a ficar mais longas, desde o Solstício de Verão; aproxima-se a época da partida do Deus para a Terra do Verão, deixando a sua própria semente no ventre da Deusa, de onde renascerá (mantendo o eterno ciclo do nascer-morrer-renascer).

Mabon – Equinócio de Outono – HN (21 de Setembro) – HS (21 de Março) – No Panteão Celta, Mabon, também conhecido como Angus, era o Deus do Amor. Nessa noite devemos pedir harmonia no amor e proteção para as pessoas que amamos. Esta é a segunda colheita do ano. O Altar deve ser enfeitado com as sementes que renascerão na Primavera. O chão deve ser forrado com folhas secas. O Deus está agonizando e logo morrerá. Este é o Festival em que devemos pedir pelos que estão doentes e pelas pessoas mais velhas, que precisam de nossa ajuda e conforto. Também é nesse Festival que homenageamos as nossas Antepassadas Femininas, queimando papéis com seus nomes no Caldeirão e lhes dirigindo palavras de gratidão e bênçãos!.

Este festival homenageia o Deus galês Mabon, representando a colheita dos frutos, a despedida do verão e a preparação para o inverno, que se aproxima. Mabon é filho de Modron, a Deusa Mãe dos galeses, associada à fertilidade e às colheitas dos campos. Modron, às vezes, era comparada a Morrighan, bem como a Morgana Le Fay dos mitos arthurianos.

Fase ideal para cura, harmonia, amor e proteção às pessoas que amamos. Aproveite a energia deste ritual para caminhar em um bosque e colher sementes e folhas secas, refletindo sobre a colheita recebida, durante o ápice do outono. Portais entre Lughnasadh e Samhain. O fluir da Awen!

No Equinócio de Outono lembre-se também daqueles que estão doentes e das pessoas mais velhas, que precisam da nossa ajuda, dirija-lhes palavras de amor e carinho, antes da travessia ao Outro Mundo.

Enfeite seu altar com os grãos e sementes que sobraram da primeira colheita, milho, abóboras, maçãs e outros frutos do outono. E, agradeça mais uma vez à Mãe Terra, pelas bênçãos recebidas durante a sua colheita pessoal.

Lenda e mitos: Culhwch e Olwen – Mabinogion

Correspondências:

– Correlação: resultado das colheitas, preparar-se para o inverno e despedir-se do verão.
– Símbolos: cor laranja e marrom, grãos, sementes e folhas secas.
– Incensos: benjoim, lavanda ou sálvia.
– Alimentos: vinho branco ou suco de frutas, cerveja, pães de cereais e bolos.

Prepare o local onde será realizado o ritual com folhas secas, grãos, sementes e o com o que amadureceu recentemente. Você irá precisar de três caldeirões, incensos, água, fósforos, uma vela marrom, uma maçã, cerveja, vinho ou suco de frutas e pão de cereais. Poderá utilizar-se de um sino ou de um pequeno tambor para produzir uma batida xamânica durante o rito.

Coloque os três caldeirões no centro do seu Bosque Sagrado. No caldeirão da esquerda coloque a água, representando o Reino do Mar; no caldeirão do centro a vela marrom, representando o Reino do Céu e no caldeirão da direita os grãos e as sementes representando o Reino da Terra. Defume o local, três vezes no sentido horário.

Fecha-se o Ciclo. A Roda continua a girar para sempre. Assim não há motivo para tristezas, pois aqueles que perdemos nessa vida irão renascer, e, um dia, nos encontraremos novamente, nessa jornada infinita de evolução.

  1. ↑ Farrar, Janet e Farrar, Stewart. Eight Sabbats for Witches (1981) (published as Part 1 of A Witches’ Bible, 1996) Custer, Washington, USA: Phoenix Publishing Inc. ISBN 0-919345-92-1
  2. ↑ Gary, Gemma (2008). Traditional Witchcraft: A Cornish Book of Ways. Troy Books. Página 147.
  3. ↑ Evans, Emrys (1992). Mythology. Little Brown & Company. ISBN 0-316-84763-1. Página 170.
  4. Gardner, Gerald B. The Meaning of Witchcraft. [S.l.]: Red Wheel, 2004. p. 10.
  5. Lamond, Frederic. Fifty Years of Wicca. Sutton Mallet, England: Green Magic, 2004. 16–17 p. ISBN 0-9547230-1-5
  6. ↑ Crowley, Vivianne. Wicca: The Old Religion in the New Age (1989) London: The Aquarian Press. ISBN 0-85030-737-6 p.23
  7. ↑ Gallagher, Anne-Marie. (2005). The Wicca Bible: The Definitive Guide to Magic and the Craft. London: Godsfield Press. Página 67.
  8. ↑ Gallagher, Anne-Marie. (2005). The Wicca Bible: The Definitive Guide to Magic and the Craft. London: Godsfield Press. Página 72.

Calendário celta

O calendário celta é uma compilação de sistemas celtas pré-cristãos de cronometragem, incluindo o calendário gaulês de Coligny , usado pelos países celtas para definir o início e a duração do dia, a semana, o mês, as estações, os trimestres e os festivais. [1]

Calendário celta continental 

O calendário gaulês de Coligny é o mais antigo calendário ritual celta solar-lunar. Foi descoberta em Coligny , na França, e agora está em exibição no Museu Palais des Arts Gallo-Roman , em Lyon. Data do final do século II dC, [2] quando o Império Romano impôs o uso do calendário juliano na Gália romana . O calendário é composto de fragmentos de bronze, em um único prato enorme. Está inscrito em gaulês com caracteres latinos e usa algarismos romanos .

O calendário de Coligny é uma tentativa de conciliar os ciclos da lua e do sol, assim como o calendário gregoriano moderno . No entanto, o calendário de Coligny considera as fases da lua importantes e a cada mês sempre começa com a mesma fase da lua. O calendário usa um arranjo matemático para manter um calendário normal de 12 meses em sincronia com a lua e mantém todo o sistema em sincronia, adicionando um mês intercalado a cada 1 / 2  anos. O calendário de Coligny registra um ciclo de cinco anos de 62  meses lunares , dividido em uma quinzena “brilhante” e “escura” (ou ciclo de meia lua) cada. Os meses foram possivelmente levados para começar na lua nova, e um 13º  intercalar Um mês foi adicionado a cada dois anos e meio para alinhar as lunações com o ano solar.

O formato astronômico do ano civil que o calendário Coligny representa pode muito bem ser mais antigo, pois os calendários geralmente são ainda mais conservadores que os ritos e cultos . A data de seu início é desconhecida, mas as correspondências dos calendários celtas insulares e celtas continentais sugerem que alguma forma inicial pode ser do período protocelta , aproximadamente 800 aC. O calendário de Coligny alcança uma sincronização complexa dos meses solar e lunar. Se faz isso por razões filosóficas ou práticas, indica um grau considerável de sofisticação.

Calendários medievais irlandeses e galeses 

Entre os celtas insulares , o ano foi dividido em metade clara e metade escura. Como o dia começou como o pôr do sol, o ano começou com a chegada da escuridão, em Calan Gaeaf / Samhain (por volta de 1º de novembro no calendário moderno). citação necessário ] A luz metade do ano começou em Calan Haf / Bealtaine (por volta de 1 de maio, calendário moderno). Essa observância dos festivais que começam na noite anterior ao dia do festival ainda é vista nas celebrações e práticas folclóricas entre os gauleses , como nas tradições de Oíche Shamhna (véspera de Samhain) entre os irlandeses eOidhche Shamhna entre os escoceses . [3] [4]

Júlio César disse em suas Guerras Gálicas : “[os celtas gauleses] mantêm os aniversários e o começo de meses e anos em uma ordem que o dia segue a noite”. Períodos mais longos eram contados em noites, como no termo inglês sobrevivente quinzena, que significa duas semanas, e a obsoleta noite, que significa uma semana.

As Leis de Hywel Dda (em edições que sobreviveram aos séculos XII e XIII) fazem referências repetidas a períodos de nove dias ( nawfed dydd ), em vez das “oito noites” que compõem a palavra atual wythnos . [5]

Termos nativos de calendário em idiomas celtas 

Muitos termos de calendário e manutenção de tempo usados ​​nas línguas celtas medievais e modernas foram emprestados do latim e refletem a influência da cultura romana e do cristianismo nos celtas insulares. As palavras emprestadas incluem os nomes dos meses Januarius (Old Irish Enáir , Irish Eanáir , Welsh Ionawr ), Februarius (Old Irish Febra , Irish Feabhra , Welsh Chwefror ), Martius (Old Irish Mart , Welsh Mawrth ), Aprilius (Old Irish Apréil , Irish Aibrean , Welsh Ebrill ),Maius ( Mai Galês ), Augustus ( Auguist irlandês antigo , Galês Awst ); os nomes dos dias da semana: Solis , Lunae , Martis , Mercurii , Jovis , Veneris , Saturni ; os termos septimana “semana” (domínio irlandês antigo , breton sizun , cornish seithun ), kalendae “primeiro dia do mês” ( callann irlandês antigo , galês calan , bretão kala ), tempore“tempo” (Welsh Amser ), matutina “manhã” (Cornish metin , Irish Maidin ), Vespera “noite”, nona “meio-dia” (Welsh nawn , Irish noin ), e ora “hora” (Welsh awr , Breton eur , irlandês uair ). [6] [7]

Vários termos celtas nativos sobreviveram à adoção do calendário romano / cristão, no entanto:

Prazo Proto-Celta Gaulês Irlandês antigo / médio Irlandês moderno gaélico escocês Manx galês Cornish Bretão
Dia / período de 24 horas * latįon lat (abreviação, Coligny Calendar ) la (i) o la, latha laa
Dia * diį- (sin) diu “(para) dia” día ; indiu “hoje” dia , dé; inniu, inniubh, inniugh “hoje” dia ; andiu “hoje” jee ; joo “hoje” dydd ; heddiw “hoje” dydh ; hidhyw “hoje” deiz ; hiziou “hoje”
Noite * nokWt-, * ad-akWi- (?) (tri) nox “(3) -noite” , (decam) noct- “(10) -noite” nocht, adaig nocht, oíche nochd, oidhche nada, oie Natan, nºs neth (comp.), nsa neiz (comp.), noz
Semana (oito noites / dias) * oktu-nokWt- / * oktu-diį- wythnos “8 noites” eizhteiz “8 dias”
Quinzena * kWenkWe-decam-nokWt- cóicthiges “15- (dias)” coicís cola-deug ( coig latha deug “15 dias”) kegeesh pythefnos “15 noites” pemzektez
Mês *senhorita- mid (ler * miđ ) mi mi mìos mee mis mis miz
Ano * bl (e) id-anī- b [l] é (abreviação, Coligny Calendar ) Bliadain bliain bliadhna blein blwydd, blwyddyn sangrar bloavezh, bloaz
Estação, Período de Tempo * ammn, * ammn-stero-, * ratio-, * pritu- Amã amm, aimer, ráithe aimir emm, aimir, ràith imbagh, emsher amser, pryd amser amzer
Inverno * gijamo giamo- gema, gema geimhreadh geamhradh geurey gaeaf gwav goañv
Primavera * ers-āko “fim (do inverno)” (alt. * uesr-āko “primavera [hora]”), * ues-form-ēn-, * ro-bertiā (“torrente, inundação”) earrach, robarta earrach earrach arragh gwanwyn , (velho galês ribirthi ) gwainten reverzi (Old Breton rebirthi ) [8] [9]
verão * samo- samo- sam, samrad samhradh samhradh sourey haf hav hañv
Outono * uφo-gijam-r- “no inverno”, * kintu-gijamo “começo do inverno”, * sito – […] “veado -” […] Fogamur fóghmhar, fómhar Foghar fouyr cynhaeaf, hydref kydnyav / kynyav, hedra aqui, diskar-amzer (“estação de queda”)
Maio, dia de maio * kintu-sam? n- [10] “começo do verão” Cétamain Cèitean Céideamhain [11] Cyntefin
Junho, solstício de verão * medio-sam? n- [10] “meados do verão” Mithem (on) Mehefin Metheven Mezeven
Julho * uφer-k w enno-samo- “fim do verão” Gorffennaf

Em Neopaganismo 

Em algumas religiões neopagãs , um “calendário celta” vagamente baseado no da Irlanda medieval é observado para fins de ritual . Os adeptos das tradições reconstrucionistas podem celebrar os quatro festivais gaélicos de Samhain , Imbolc , Beltane e Lughnasadh . [12] [13]

Alguns neopagãos ecléticos, como os wiccanos , combinam os festivais do fogo gaélico com solstícios e celebrações de equinócios derivados de culturas não-celtas para produzir a moderna roda do ano wicca . [14] : 337 Alguns neopagãos ecléticos também são influenciados pelo “Calendário da Árvore Celta” de Robert Graves , que não tem fundamento em calendários históricos ou na astrologia celta antiga atual , sendo derivado da visão de Graves de The Song of Amergin .

Roda do ano

roda do ano no hemisfério norte . Os pagãos do Hemisfério Sul avançam nessas datas seis meses para coincidir com suas próprias estações.

Roda do Ano é um ciclo anual de festivais sazonais , observado por muitos pagãos modernos , consistindo nos principais eventos solares do ano ( solstícios e equinócios ) e nos pontos médios entre eles. Embora os nomes de cada festival variem entre diversas tradições pagãs, os tratamentos sincréticos geralmente se referem aos quatro eventos solares como “quartos de dia” e os quatro eventos do ponto médio como “dias de quarto de trimestre”, particularmente na Wicca . Seitas diferentes do paganismo moderno também variam em relação ao tempo preciso de cada celebração, com base em distinções como fase lunar e hemisfério geográfico.

Observar o ciclo das estações do ano tem sido importante para muitas pessoas, tanto antigas quanto modernas. Os festivais pagãos contemporâneos que dependem da roda são baseados em diferentes graus nas tradições populares , independentemente das práticas pagãs históricas reais. [1] Entre wiccanos , cada festa é também referido como um sabá ( s Æ ə t / ), com base em Gerald Gardner reivindicação de que o termo foi passado para baixo a partir dos Idade Média , quando a terminologia para judaica Shabat foi misturado com o de outras celebrações heréticas .[2] As concepções contemporâneas do calendário da Roda do Anoforam amplamente influenciadas pelo paganismo britânico do meio do século XX.

Origens 

Ilustração do sábado das bruxas , “Darstellung des Hexensabbats” de Wickiana , por volta de 1570.

As evidências históricas e arqueológicas sugerem que os povos pagãos e politeístas antigos variavam em suas observações culturais; Os anglo-saxões celebraram os solstícios e os equinócios, enquanto os celtas celebraram as divisões sazonais com vários festivais de fogo. [3] No século X, Cormac Mac Cárthaigh escreveu sobre “quatro grandes incêndios … acesos nos quatro grandes festivais dos druidas … em fevereiro, maio, agosto e novembro”. [4]

O ciclo contemporâneo do festival Neopagan, antes de ser conhecido como a Roda do Ano, foi influenciado por obras como The Golden Bough, de James George Frazer (1890) e The Witch-Cult in Western Europe (1921), de Margaret Murray . Frazer afirmou que Beltane (o começo do verão) e Samhain (o começo do inverno) eram os mais importantes dos quatro festivais gaélicos mencionados por Cormac. Murray usou registros dos primeiros julgamentos das bruxas modernas , bem como do folclore em torno da bruxaria européia, na tentativa de identificar os festivais celebrados por umreligião pagã subterrânea supostamente difundida que havia sobrevivido até o início do período moderno . Murray relata um registro de 1661 em Forfar , na Escócia, onde a bruxa acusada (Issobell Smyth) está ligada a reuniões realizadas “todos os trimestres em Candlemas , Rud-day , Lambemas e Hallomas “. [5] Na Deusa Branca (1948), Robert Graves afirmou que, apesar da cristianização, a importância dos ciclos agrícola e social preservara a “continuidade do antigo sistema festivo britânico”, que consistia em oito feriados: “a vida social inglesa baseava-se na agricultura, pastoreio e caça” implícita na “celebração popular dos festivais agora conhecidos”. como Candlemas, Lady Day , May Day , Dia de Verão , Lammas, Michaelmas , All-Hallowe’en e Christmas ; também foi secretamente preservada como doutrina religiosa nos covens do culto às bruxas anticristão “. [6]

A Casa das Bruxas, onde o clã de Bricket Wood comemorava seus sabás. 2006.

No final da década de 1950, o clã Bricket Wood liderado por Gerald Gardner e a Ordem dos Bardos, Ovados e Druidas liderados por Ross Nichols adotara calendários rituais de oito vezes, para realizar celebrações mais frequentes. Segundo a lenda popular, Gardner e Nichols desenvolveram o calendário durante um retiro naturista , onde Gardner defendeu uma celebração dos solstícios e equinócios, enquanto Nichols defendeu uma celebração dos quatro festivais de fogo celtas e combinou as duas idéias em um único ciclo de festivais. Embora essa coordenação tenha eventualmente beneficiado de um alinhamento mais próximo das celebrações entre os dois primeiros grupos Neopagan, [7]Os primeiros escritos publicados por Gardner omitem qualquer menção aos solstícios e equinócios, concentrando-se exclusivamente nos festivais de fogo. Gardner inicialmente se referiu a eles como “véspera de maio, véspera de agosto, véspera de novembro (Hallowe’en) e véspera de fevereiro”. Gardner identificou ainda esses modernos festivais de bruxas com os festivais de fogo gaélicos Beltene, Lugnasadh, Samhuin e Brigid. [2] Em meados da década de 1960, a frase Roda do Ano havia sido inventada para descrever o ciclo anual das férias das bruxas. [8]

Aidan Kelly deu nomes aos feriados do solstício de verão (Litha) e equinócios (Ostara e Mabon) da Wicca em 1974, e estes foram popularizados por Timothy Zell através de sua revista Green Egg . [9] A popularização desses nomes aconteceu gradualmente; em seu livro de 1978 Witchcraft For Tomorrow, o influente Wiccan Doreen Valiente não usou os nomes de Kelly, mas simplesmente identificou os solstícios e equinócios (“Lesser Sabbats”) pelas estações do ano. [10] Valiente identificou os quatro “Sabbats Maiores”, ou festivais de fogo, com os nomes Candlemas, Eve, May, Lammas e Hallowe’en, embora também tenha identificado seus colegas irlandeses como Imbolc, Beltane, Lughnassadh e Samhain.

Devido à influência da Wicca no paganismo moderno e à adoção sincrética dos motivos anglo-saxão e celta, os nomes de festivais ingleses mais usados ​​na Roda do Ano tendem a ser os celtas introduzidos por Gardner e os nomes derivados principalmente de alemães introduzidos por Kelly, mesmo quando as celebrações não se baseiam nessas culturas. O movimento americano Ásatrú adotou, ao longo do tempo, um calendário no qual os principais feriados pagãos figuram ao lado de muitos Dias de Recordação que celebram os heróis da Edda e das Sagas , figuras da história germânica e o Viking Leif Ericson , que explorou e se estabeleceuVinland (América do Norte). Esses festivais não são, no entanto, distribuídos igualmente ao longo do ano, como na Wicca e em outras denominações pagãs.

Festivais 

cruz solar de oito braços é frequentemente usada para representar a Roda do Ano de Neopagan.

Em muitas tradições da cosmologia pagã moderna , todas as coisas são consideradas cíclicas, com o tempo como um ciclo perpétuo de crescimento e recuo, vinculado à morte e renascimento anuais do Sol . Esse ciclo também é visto como um micro e macrocosmo de outros ciclos da vida em uma série imensurável de ciclos que compõem o Universo. Os dias que caem nos marcos do ciclo anual tradicionalmente marcam o início e o meio das quatro estações . Eles são considerados significativos e hospedam os principais festivais comunitários. Esses oito festivais são os horários mais comuns para celebrações comunitárias. [1] [12] [13]

Enquanto os “principais” festivais costumam ser os trimestres e trimestres, outros festivais também são comemorados ao longo do ano, especialmente entre as tradições não- wiccanianas , como as do reconstrucionismo politeísta e outras tradições étnicas .

Nas tradições influenciadas pela Wicca e pela Wicca, os festivais, vinculados aos movimentos solares, geralmente têm sido mergulhados na mitologia e no simbolismo solar , centrados nos ciclos de vida do sol . Da mesma forma, os esbats wiccanianos estão tradicionalmente ligados aos ciclos lunares . Juntos, eles representam as celebrações mais comuns nas formas de neopaganismo influenciadas pela Wicca, especialmente nos grupos contemporâneos de bruxaria . [12] [13]

Solstício de Inverno (Yule) 

O meio do inverno, conhecido geralmente como Yule ou dentro das tradições druidas modernas como Alban Arthan , [14] tem sido reconhecido como um ponto de virada significativo no ciclo anual desde o final da Idade da Pedra . Os antigos locais megalíticos de Newgrange e Stonehenge , cuidadosamente alinhados com o nascer e o pôr do sol do solstício, exemplificam isso. [15] A inversão da presença decrescente do Sol no céu simboliza o renascimento do deus solar e pressagia o retorno de estações férteis. Da tradição germânica à romana, este é o momento mais importante da celebração. [16] [17]

As práticas variam, mas as ofertas de sacrifício , banquete e doação de presentes são elementos comuns das festividades do meio do inverno. Trazer ramos e grinaldas de sempre-vivas (como azevinho , hera , visco , teixo e pinho ) para a casa e a decoração de árvores também são comuns durante esse período. [16] [18] [19]

Nas tradições romanas, festividades adicionais ocorrem durante os seis dias que antecedem o meio do inverno. [17]

Imbolc (Candlemas)

O dia de trimestre seguinte ao meio do inverno cai no dia primeiro de fevereiro e tradicionalmente marca as primeiras agitações da primavera . Alinha-se à observância contemporânea do Dia da Marmota . É hora de purificação e limpeza de primavera , antecipando a nova vida do ano. Em Roma, era historicamente um feriado de pastor, [20] enquanto os celtas o associavam ao início da lactação das ovelhas, antes do nascimento dos cordeiros da primavera. [21] [22]

Para os pagãos celtas , o festival é dedicado à deusa Brigid , filha de The Dagda e uma das Tuatha Dé Danann . [22]

Entre as Tradições de Recuperação de Bruxas, este é o tempo tradicional de promessas e rededicações para o próximo ano [23] e de iniciação entre os Wiccanos Diânicos . [24]

Equinócio de mola (Ostara) 

O ciclo anual de insolação do hemisfério norte (energia solar, mostrada em azul), com pontos-chave para estações do ano (meio), quinze dias (em cima) e dias trimestrais (em baixo), juntamente com meses (abaixo) e casas do Zodíaco (superior) ) O ciclo de temperatura (mostrado em rosa) é atrasado pelo atraso sazonal .

Derivado de uma reconstrução produzida pelo lingüista Jacob Grimm de uma forma do antigo alemão alto da deusa inglesa antiga Ēostre , Ostara marca o equinócio vernal em algumas tradições pagãs modernas.

Conhecido como Alban Eilir, que significa Luz da Terra, nas tradições druidas modernas, este feriado é a segunda de três celebrações da primavera (o ponto médio entre Imbolc e Beltane), durante as quais luz e escuridão estão novamente em equilíbrio, com a luz aumentando. É uma época de novos começos e de vida emergindo ainda mais das garras do inverno. [25]

Beltane (Véspera de Maio) 

Tradicionalmente, o primeiro dia do verão na Irlanda , em Roma, as primeiras celebrações apareciam nos tempos pré-cristãos, com o festival de Flora , a deusa romana das flores e as celebrações Walpurgisnacht dos países germânicos . [26]

Desde o cristianismo da Europa, uma versão mais secular do festival continuou na Europa e na América, comumente chamada de primeiro de maio. Nesta forma, é bem conhecido pela dança do poste e pela coroação da rainha de maio .

Celebrado por muitas tradições pagãs, entre os druidas modernos, este festival reconhece o poder da vida em sua plenitude, o esverdeamento do mundo, a juventude e o florescimento. [27]

Solstício de verão (Litha) 

O solstício de verão é um dos quatro feriados solares e é considerado o ponto de viragem no qual o verão atinge sua altura e o sol brilha mais tempo. Entre os sabbats wiccanianos, o solstício de verão é precedido por Beltane e seguido por Lammas ou Lughnasadh .

Algumas tradições da Wicca chamar o festival Litha , um nome que ocorre em Bede ‘s The Reckoning of Time ( De Temporum Ratione , século 8), que preserva uma lista da (então obsoleta) nomes anglo-saxões para os doze meses. Ærra Liða ( primeira ou anterior Liða ) corresponde aproximadamente a junho no calendário gregoriano e Æfterra Liða ( após Liða ) a julho. Bede escreve que “Litha significa suave ou navegável , porque nesses dois meses a brisa calma é suave e eles costumavam navegar no mar calmo”.[28]

Os druidas modernos comemoram esse festival como Alban Hefin, “Luz do verão”. O sol em sua maior força é recebido e comemorado neste feriado. Embora seja a época de maior força da corrente solar, ela também marca um ponto de virada, pois o sol também começa seu tempo de declínio à medida que a roda do ano gira. Indiscutivelmente o festival mais importante das tradições druidas, devido ao grande foco no sol e sua luz como símbolo da inspiração divina. Grupos druidas frequentemente celebram este evento em Stonehenge. [29]

Lughnasadh (Lammas) 

Lammas ou Lughnasadh ( l Æ ə / ) é o primeiro dos três wiccanas colheita festas, sendo os outros dois a equinócio de outono (ou Mabon) e Samhain . Os wiccanos marcam o feriado assando uma figura do deus no pão e comendo-o, para simbolizar a santidade e a importância da colheita. As celebrações variam, pois nem todos os pagãos são wiccanos. O nome irlandês Lughnasadh [3] [30] é usado em algumas tradições para designar este feriado. As celebrações wiccanianas deste feriado não são geralmente baseadas na cultura celta nem centradas na divindade celta Lugh. Esse nome parece ter sido uma adoção tardia entre os wiccanos. Nas primeiras versões da literatura wicca, o festival é chamado de véspera de agosto . [31]

O nome Lammas (contração da massa do pão ) implica que é um festival agrário e festa de ação de graças por grãos e pão, que simboliza os primeiros frutos da colheita. Festivais cristãos podem incorporar elementos do ritual pagão. [30] [32]

Equinócio de Outono (Mabon) 

O feriado do equinócio outonal, Harvest Home , Mabon , a Festa da Colheita , Meán Fómhair ou Alban Elfed (nas tradições neo-druidas ), é um ritual pagão moderno de ação de graças pelos frutos da terra e um reconhecimento da necessidade compartilhá-los para garantir as bênçãos da Deusa e do Deus durante os próximos meses de inverno. O nome Mabon foi cunhado por Aidan Kelly por volta de 1970 como uma referência a Mabon ap Modron , um personagem da mitologia galesa. [33] Entre os sabás, é o segundo dos três festivais de colheita pagãos, precedido por Lammas /Lughnasadh e seguido por Samhain .

Samhain (Hallowe’en) 

Neopagãos honrando os mortos como parte de um ritual Samhain

Samhain ( s ɑː ɪ n / ) é considerado por wiccanos para ser um dos quatro Mais Sabats . O Samhain é considerado por alguns como um momento para celebrar a vida daqueles que faleceram, e geralmente envolve o respeito aos antepassados, membros da família, anciãos da fé, amigos, animais de estimação e outros entes queridos que morreram. Alinhado com a observância contemporânea de Halloween e Dia dos Mortos . Em alguns rituais, os espíritos dos mortos são convidados a participar das festividades. É visto como um festival de trevas, que é equilibrado no ponto oposto da roda pelo festival de Beltane, que é comemorado como um festival de luz e fertilidade. [34]

Muitos pagãos acreditam que no Samhain o véu entre este mundo e a vida após a morte está no seu ponto mais fino do ano, facilitando a comunicação com aqueles que deixaram este mundo. [13]

Festivais menores

Além dos oito principais feriados comuns aos pagãos mais modernos , há vários feriados menores durante o ano para comemorar vários eventos.

Germânica 

Feriados da Alsatrú Alliance [35] (preto: nomes principais; cinza: nomes alternativos; roxo: feriados comuns menores).

Alguns dos feriados listados no “Calendário da Era Rúnica” da Alsatrú Alliance :

  • Mancha de Vali , festa dedicada ao deus Váli e ao amor – 14 de fevereiro [35]
  • Festa dos Einherjar , celebração em homenagem aos parentes que morreram em batalha – 11 de novembro [35]
  • Mancha dos Antepassados , celebração da própria ancestralidade ou dos ancestrais de uma etnia germânica – 11 de novembro [36]
  • Dia Yggdrasil , celebração da árvore do mundo Yggdrasil , do mundo real que representa, das árvores e da natureza – 22 de abril [35]
  • Winterfinding , celebração que marca o início do inverno, realizada em um encontro entre Haustblot e Winternights (meados de outubro) [35] [37]
  • Summerfinding , celebração que marca o início do verão, realizada em um encontro entre Ostara e Walpurgis Night (meados de abril) [35] [37]

Prática 

A celebração geralmente ocorre ao ar livre na forma de uma reunião comunitária.

Datas de celebração 

As datas precisas em que os festivais são celebrados costumam ser flexíveis. As datas podem ser nos dias do trimestre e entre os dias apropriados, a lua cheia mais próxima , a lua nova mais próxima ou o fim de semana mais próximo por conveniência secular. As festas foram originalmente comemorado pelos povos nas latitudes médias do Hemisfério Norte . Consequentemente, os tempos tradicionais das celebrações sazonais não concordam com as estações do hemisfério sul ou próximas ao equador. Os pagãos no Hemisfério Sul geralmente avançam essas datas em seis meses para coincidir com suas próprias estações. [13] [38] [39] [40]

Ofertas

Cerimônia romuvana (6) .PNG

Ofertas de comida, bebida , vários objetos, etc. têm sido centrais na propiciação e veneração ritual por milênios. A prática pagã moderna evita fortemente o sacrifício de animais em favor de grãos, ervas, leite, vinhos, incenso, assados, minerais, etc. A exceção ocorre nas festas rituais, incluindo carne , onde as partes não comestíveis do animal são frequentemente queimadas como oferendas, enquanto as comunidade come o resto. [41] [42]

Sacrifícios são normalmente oferecidos a deuses e antepassados , queimando- os. Enterrar e deixar ofertas ao ar livre também são comuns em determinadas circunstâncias. O objetivo da oferta é beneficiar os venerados, mostrar gratidão e retribuir algo, fortalecendo os laços entre os seres humanos e o divino e entre os membros de uma comunidade. [41] [43] [44]

Narrativas

Celtic 

É um equívoco em alguns setores da comunidade Neopagan, influenciado pelos escritos de Robert Graves , [45] que os celtas históricos tiveram uma narrativa abrangente para todo o ciclo do ano. Embora os vários calendários celtas incluam alguns padrões cíclicos e uma crença no equilíbrio da luz e da escuridão, essas crenças variam entre as diferentes culturas celtas . Os preservacionistas e revivalistas modernos geralmente observam os quatro ‘festivais de fogo’ do calendário gaélico , e alguns também observam festivais locais que são realizados em datas importantes nas diferentes nações celtas . [46][47]

Eslava

Kołomir – o exemplo eslavo da Roda do Ano, indicando as estações do ano. Rodas em forma de suástica de quatro e oito pontos eram mais comuns.

A mitologia eslava fala de um conflito persistente envolvendo Perun , deus do trovão e relâmpago, e Veles , o deus negro e deus com chifres do submundo . A inimizade entre os dois é iniciada pela ascensão anual de Veles à árvore do mundo na forma de uma enorme serpente e seu roubo definitivo do gado divino de Perundo domínio celestial. Perun retalia a esse desafio da ordem divina perseguindo Veles, atacando com seus raios do céu. Veles provoca Perun e foge, transformando-se em vários animais e se escondendo atrás de árvores, casas e até pessoas. (Raios atingindo árvores ou casas foram explicados como resultado disso.) No final, Perun supera e derrota Veles, devolvendo-o ao seu lugar no reino dos mortos. Assim, a ordem do mundo é mantida. [48] [49] [50]

A idéia de que tempestades e trovões são realmente batalhas divinas é essencial para a mudança das estações. Períodos secos são identificados como resultados caóticos do roubo de Veles. Essa dualidade e conflito representa uma oposição aos princípios naturais da terra, água, substância e caos (Veles) e do céu, fogo, espírito, ordem (Perun), não um choque de bem e mal. A batalha cósmica entre os dois também ecoa a narrativa indo-européia antiga de uma luta entre o deus da tempestade do céu e o dragão crônico .

Na grande noite ( Ano Novo ), dois filhos de Perun nascem, Jarilo , deus da fertilidade e vegetação e filho da Lua, e Morana, deusa da natureza e morte e filha do sol. Na mesma noite, o bebê Jarilo é arrebatado e levado para o submundo, onde Veles o cria como seu. Na época do equinócio da primavera, Jarilo retorna através do mar do mundo dos mortos, trazendo consigo fertilidade e primavera do submundo sempre-verde para o reino dos vivos. Ele conhece sua irmã Morana e a corteja. Com o início do verão, os dois se casam, trazendo fertilidade e abundância para a Terra, garantindo uma colheita abundante. A união dos parentes de Perun e o enteado de Veles traz paz entre dois grandes deuses, evitando tempestades que podem danificar a colheita. Após a colheita, no entanto, Jarilo é infiel à esposa e ela o mata vingativamente, devolvendo-o ao submundo e renovando a inimizade entre Perun e Veles. Sem o marido deus da fertilidade e da vegetação, Morana – e toda a natureza com ela – murcha e congela no inverno seguinte. Ela cresce na velha e perigosa deusa das trevas e geadas, morrendo no final do ano, apenas para renascer novamente com seu irmão no ano novo.[48] [49]

Modern Wicca e neodruidismo 

Roda pintada do ano do Museu de Feitiçaria , Boscastle.

Na Wicca , a narrativa da Roda do Ano tradicionalmente se concentra no casamento sagrado de Deus e a Deusa e a dualidade deus / deusa . Nesse ciclo, o Deus nasce perpetuamente da deusa de Yule, cresce em poder no equinócio vernal (assim como a deusa, agora em seu aspecto de solteira ), corteja e impregna a deusa em Beltane , atinge seu auge no solstício de verão , diminui no poder em Lammas , passa para o submundo em Samhain (levando com ele a fertilidade da Deusa / Terra, que agora está em seu aspecto antigo) até que ele nasça mais uma vez de sua mãe / mãe em Yule. A Deusa, por sua vez, envelhece e rejuvenesce infinitamente com as estações, sendo cortejada e dando à luz o Deus Chifrudo . [13] [51] [52]

Muitos neopagãos wiccanianos, neo-druidas e ecléticos incorporam uma narrativa do rei do azevinho e do rei do carvalho como governantes do ano minguante e do ano crescente, respectivamente. Essas duas figuras lutam sem parar com a mudança das estações. No solstício de verão , o Rei Holly derrota o Rei Carvalho e começa seu reinado. [53] : 94 Após o equinócio de outono, o rei do carvalho lentamente começa a recuperar seu poder à medida que o sol começa a diminuir. Venha o solstício de inverno, o Oak King, por sua vez, vence o Holly King. [53] : 137 Após o equinócio da primaverao sol começa a crescer de novo e o Holly King recupera lentamente suas forças até que mais uma vez derrota o Oak King no solstício de verão. Os dois são vistos como partes essenciais de um todo, aspectos claros e escuros do Deus masculino, e não existiriam sem o outro. [13] [54] [55] [56]

O Rei Holly é frequentemente retratado como uma figura amadeirada, semelhante ao Papai Noel moderno , vestida de vermelho com ramos de azevinho no cabelo e o Rei Carvalho como um deus da fertilidade . [57] [58]

 

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